Paralisações em todo o país exigem o cumprimento das 30h


Assistentes sociais do INSS cruzaram os braços nesta terça-feira, dia 1º de março

Os/as profissionais do Serviço Social mostraram sua força mais uma vez nesta terça-feira, dia 1º de março. Para protestar contra o descumprimento da jornada de trabalho de 30 horas semanais sem redução salarial, garantida pela lei 12.317/2010, os/as assis

tentes sociais do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) cruzaram os braços em diversas regiões do Brasil.

As paralisações tiveram o objetivo também de contestar a Orientação Normativa n.º 1/2011 do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG), que instituiu a jornada de 30 horas como opcional. Dessa forma, o profissional que optar pela redução da jornada de 40 horas para 30 horas semanais terá desconto proporcional de 33% em sua remuneração, contrariando a lei 12.317/2010.
Em São Paulo (SP), o calçadão da Superintendência estadual do INSS foi tomado pelos/as trabalhadores/as do instituto que, vestidos/as com camiseta vermelha, exigiram a jornada semanal de 30 horas. Os/as servidores públicos de todo o estado se engajaram na luta com apitos, cornetas e bumbos, chamando a atenção da população, enquanto era distribuída uma carta aberta explicando os motivos da paralisação(Leia a Carta Aberta à população).

A manifestação contou ainda com o apoio de aposentados e pensionistas do órgão, que presenciaram, no encerramento do ato público, uma apresentação do coral da Delegacia Regional de Sorocaba (SP), que cantou a música "A Paz", de Gilberto Gil. Após a manifestação de rua, os/as servidores/as ocuparam o prédio da superintendência do instituto e se dirigiram ao gabinete da superintendente, Miriam Carrera Martins Peixoto, para entregar o documento com as reivindicações da categoria. Miriam Peixoto se comprometeu a encaminhá-lo à presidência do INSS e aos Ministérios da Previdência e do Planejamento.
A luta não para
Na capital do país, os/as assistentes sociais se mobilizaram em frente ao MPOG, na Esplanada dos Ministérios, desde as 10h da manhã. Contaram com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde, Trabalho e Previdência Social (SINDPREV-DF) e do Sindicato dos Servidores Públicos Federais (SINDSEP-DF).

Em Pernambuco, além da capital, Recife, o movimento de protesto abrangeu também os municípios de Olinda, Paulista, Barreiros, Garanhuns, Caruaru e Afogados da Ingazeira. Os manifestantes, dentre assistentes sociais da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), estudantes de Serviço Social, representantes da Associação de Parkinson de PE e do CRESS-4ª região, com camisas padronizadas, faixas, apitos e narizes de palhaço, fecharam a Rua Siqueira Campos (em Recife) durante 15 minutos e distribuíram a Carta Aberta à população.

Durante o ato, foi apresentada uma encenação teatral e cantada a música "Madeira que cupim não rói" (de Capiba), adotada como hino da luta do serviço social. Os/as profissionais entoaram juntos: "E dizer bem alto que a injustiça dói, nós somos madeira de lei que cupim não rói". Depois do ato, uma comissão com membros da categoria foi recebida pelo superintendente regional Nordeste do INSS, André Fidelis, que ouviu os motivos da paralisação.

Cerca de 250 profissionais (dentre assistentes sociais, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais) protestaram em frente à Gerência Executiva do INSS no centro de Porto Alegre (RS). Vale destacar que, juntamente com os/as assistentes sociais do INSS de São Paulo, os/as servidores do Rio Grande do Sul (RS) deliberaram por cumprir as 30 horas semanais a partir do dia 2 de março.

Já no Mato Grosso do Sul, a luta contra a intransigência do Governo Federal em implementar as 30 horas sem redução salarial ocorreu na capital, Campo Grande, e no interior do estado. Com o apoio do CRESS-21ª região, os/as assistentes sociais distribuíram a Carta Aberta à população, além de colherem assinaturas de apoio em um abaixo-assinado, que será encaminhado ao MPOG, ao Ministério da Previdência Social e ao presidente do INSS, Mauro Luciano Hauschild.

Também no Piauí, os/as profissionais de Teresina, Parnaíba, Campo Maior, Piripiri, Barras e Floriano protestaram em frente à agência central do INSS na capital do estado, além de realizar visitas às demais agências do instituto no período da tarde, com o intuito de exigir o cumprimento das 30h.

Com tantos exemplos de determinação e união da categoria, o CFESS reitera o apoio aos/às trabalhadores/as, reafirmando que o direito garantido pela lei 12.317/2010 é legítimo e de todos/as. Nesse sentido, o Conselho Federal convoca cada assistente social a seguir firme nessa batalha, sem esmorecer na caminhada, pois as 30h semanais sem redução salarial precisam também da garra de cada profissional para que sejam efetivadas em seu local de trabalho.

Veja a Carta dos/as assistentes sociais de Sâo Paulo

(Com informações do Sindsprev-PE)

Leia também:

CFESS reafirma defesa das 30 horas e conclama a categoria a lutar

Assistentes sociais do INSS divulgam Carta Aberta à população

Assistentes sociais de todo o país se mobilizam pelas 30 horas

Conselho Federal de Serviço Social - CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Diogo Adjuto - JP/DF 7823
Assessoria de Comunicação
comunicacao@cfess.org.br

Category: 0 comentários

0 comentários:

Postar um comentário