Assistente Social: o estigma frente a sua atuação profissional, para além da "pobreza".


O assistente social vem gradativamente ampliando seu espaço de atuação, rompendo com o estigma de profissão vinculada aos serviços públicos, e abrangendo cada vez mais seu exercício profissional em empresas, no terceiro setor, na saúde, previdência, assistência social, judiciário, instituições públicas, centros comunitários, escolas, fundações, universidades, centros de pesquisa e assessoria. Como as injustiças sociais e a desigualdade são persistentes e estruturais, enquanto permanecerem haverá campo de atuação profissional; nesse sentido, é sempre possível expandir o "mercado de trabalho", ao tempo em que, contraditoriamente, fruto das mesmas injunções políticas e econômicas que enxugam o emprego no país, também retraem-se alguns campos, proporcionalmente ao universo de profissionais no país (cerca de 53.000, dados da última atualização do cadastramento dos CRESS). Há que se considerar em expansão, por exemplo,o contrato de prefeituras para planejamento/programação de políticas sociais, devido à interiorização/descentralização das políticas públicas; solicitação de assessorias ou consultorias em projetos e programas sociais; solicitação de projetos para captação de recursos; e outros. enfim uma diversividade de setores que assolam nossa profissão.
Essa expansão do mercado de trabalho para o serviço social encontra resposta nas constantes transformações que vem sofrendo a sociedade planetária com os avanços tecnológicos, a globalização e a reestruturação produtiva, que incidem diretamente nas relações sociais, nas relações de trabalho e na economia.
Tais fatores trazem consigo, a necessidade de uma profissão que atue nestas relações, as quais são inerentes ao processo de transformação, sendo o serviço social requisitado como tal. Quanto a cautela que se deve ter ao dizer que uma determinada teoria é ultrapassada, assim, não se pode negar que as características encontradas hoje na administração, centralizando a preocupação com o trabalhador, proporcionando benefícios para que este tenha uma qualidade de vida e possa desempenhar bem seu trabalho, e, requisitando o assistente social como profissão qualificada para atuar nas relações sociais, na intermediação entre a instituição e o trabalhador, na gerencia dos serviços ofertados, dentre outras atividades, são similares à Abordagem Humanística e até mais avançadas, evidenciando assim um resgate parcial da referida abordagem como fins de ampliar e melhorar os serviços prestados pela instituição.
Pensar na atuação do Assistente Social hoje é trabalhar com as diversidades das mais amplas das questões sociais, principalmente no trato da questão do estigma que “mexemos com pobres”, que damos “cestas básicas” aos necessitados, e que temos respostas prontas para lhe dar com o emergencial, ou seja, a “varinha de condão” tem que estar nas mãos do Assistente Social. Avançamos muito. Claro! Não podemos deixar de ressaltar isso, mas ainda temos cidadãos que acreditam que estamos prontos somente para lidar com o emergencial, o assistencialismo, a benesse e o que é pior ser detetive. O serviço Social desde seus primórdios aos dias atuais, a profissão tem se redefinido, considerando sua inserção na realidade social do Brasil, entendendo que seu significado social se expressa pela demanda de atuar nas seqüelas da questão social brasileira, que em outros termos, se revela nas desigualdades sociais e econômicas, objeto da atuação profissional, manifestas na pobreza, violência, fome, desemprego, carências materiais e existenciais, dentre outras.
A atuação profissional se faz, prioritariamente, por meio de instituições que prestam serviços públicos destinados a atender pessoas e comunidades, que buscam apoio para desenvolverem sua autonomia, participação, exercício de cidadania e acesso aos direitos sociais e humanos; podem ser da rede do Estado, privada e ONG's. A formação profissional é generalista, permitindo apreender as questões sociais e psicosociais com uma base teórico-metodológica direcionada à compreensão dos processos relacionados à economia e política da realidade brasileira, contexto onde se gestam as políticas sociais para atendimento às mazelas da sociedade. Para um competente exercício profissional é necessário um continuado investimento na qualificação, podendo dispor de cursos de aperfeiçoamento, especialização, mestrado e doutorado disponíveis, capacitando-se em suas práticas específicas.

2 comentários:

Unknown disse...

Olá amada! Conheço o lugar onde vc mora. Tenho parentes em T. Otoni. Estou no 7º semestre de Serviço Social e sou funcionária do INSS aqui em Simões Filho-BA. Estou pesquisando sobre a atuação do Assistente Social no Poder Judiciário e achei o seu blog - Legal, mesmo! Gostei da gatinha! Brinquei mto com ela. È fôfa! Tinha uma siamesa q se chamava Hélia. Me acompaNHOU POR UNS 10 ANOS e depois se foi deixando imensa saudade. Nunca mais quis outra. Agora achei a tuquinha... bjs
Bete - betepires1@hotmail.com - Felicidades!

. disse...

:)

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